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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil, a cada 45 min ocorre um suicídio, o que constitui um caso grave de saúde pública. Esse problema pode afetar pessoas de diferentes idades e classes sociais.

O pensamento e o ato suicidas estão relacionados a um sofrimento, sendo que a morte é vista como uma solução para essa agonia. A pessoa não precisa ter um problema visível, como dificuldade financeira ou problema físico de saúde; as questões emocionais e relacionais também geram sofrimento. O término de um relacionamento afetivo, a saída da infância, o término de uma faculdade sem perspectiva de trabalho e o envelhecimento são exemplos de acontecimentos da vida que podem adoecer emocionalmente e causar depressão. Outros quadros clínicos, como o Transtorno Bipolar, o Transtorno de Personalidade Borderline e a psicose, também estão relacionados ao pensamento suicida.

Alguns aspectos podem servir de indicativo dessa problemática:

– Isolamento social;

– Alteração do sono: dorme muito ou dorme pouco (insônia);

-Ansiedade;

– Baixa autoestima;

– Descuido com a aparência;

– Abuso de álcool e de drogas;

– Sentimento de vazio;

– Abuso sexual;

– Problemas sociais;

Bullying;

– Tristeza constante; e

– Perda de energia.

É importante que familiares e amigos fiquem atentos ao que a pessoa fala, às frases como:

– “Eu não sei porque continuo vivo”;

– “Eu sou um peso para todos”;

– “Minha vida não é tão importante assim”;

– “Tenho vontade de sumir”;

– “Queria dormir e não acordar mais”; e

– “Ninguém vai sentir minha falta”.

Alguns aspectos podem funcionar como fatores de proteção ao suicídio, tais como: bom suporte familiar, amigos e relacionamentos significativos, crenças religiosas, ausência de transtornos mentais e trabalho (estar empregado).

A pessoa que pensa em suicídio possui um sofrimento, muitas vezes relacionado a um transtorno mental. A procura por um psicólogo e um psiquiatra faz parte do tratamento. Os familiares e amigos também podem ajudar:

– Escutando sem julgar;

– Acolhendo o sofrimento;

– Incentivando a busca por um profissional; e

– Apoiando o tratamento.

As pessoas que pensam em suicídio também podem contar com o Centro de Valorização da Vida (CVV), através do atendimento pelo telefone 188, útil para conversar nos momentos de maior angústia.

É sempre bom lembrar que, em casos de emergência, os familiares e amigos podem ligar para os bombeiros ou para o SAMU.

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